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Lotus Revista  Budista


    • houvesse nenhuma reação da nossa parte. O mulato perguntoupara
        o  meu colega se ainda chegaria mais alguém. Ele respondeu que a
        sua esposa estava esperando sozinha por ele no carro, o meu co­
        lega pediu que não fizessem nada com ela que a deixassem em paz,
        mesmo assim um dos bandidos foi buscá-la e trouxe ela também para
        o interior do escritório.
             O bandido que chegou primeiro nos pediu as chaves dos
        caminhões. Meu filho respondeu que estava na bolsa sobre a mesa.
        Então despejaram todas as chaves e escolheram três delas que es­
        tavam identificadas com o numero das placas dos caminhões. Sendo
        assim não tiveram muito trabalho para escolher qual caminhão iram
        levar.

             O primeiro veículo escolhido era uma caminhonete F100 com
        kit a gás, mas a marca da caminhonete estava trocada. Na verdade
        era uma f1000 e talvez tivessem confundido com um veículo a diesel.
        Tentou ligá-la, mas não conseguiu. Então ele gritou porque não estava
        funcionando. Meu filho respondeu que ela estava com problemas na
        parte elétrica. De fato estava mesmo. Era para o meu eletricista ter
        vindo alguns dias antes para fazer o conserto, mas por algum motivo
        não pôde vir.
             Enquanto o primeiro bandido tentava funcionar um outro veí­
        culo, pessoas começaram a entrar na minha agência sucessivamente.
        O filho de um dos clientes que ali estava entrou trazendo um maço de
        dinheiro para entregar ao seu pai, o bandido mulato não notou que era
        dinheiro, pois estava embrulhado em papel.
             No final, lá pelas 18:40 h estávamos exatamente em 12 pes­
        soas e todos nos permanecíamos quietos e sentados.

             Eu ali sentado diante de um dos bandidos imaginei tantas
        coisas na minha mente, só esperava que ninguém tentasse alguma
        reação, pois poderia ser fatal.
        O mulato que nos vigiava dentro do escritório começou a res­mungar:
                "Pó não para de entrar gente aqui!", alterou a sua voz. Em
     Ili
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